Arquivos Puericultura e Pediatria geral - Dra. Bianca Caluf https://www.biancacaluf.com.br/category/pediatria-geral/ Pediatria Tue, 25 Aug 2026 18:16:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.biancacaluf.com.br/wp-content/uploads/2022/02/favicon-ok-100x100.png Arquivos Puericultura e Pediatria geral - Dra. Bianca Caluf https://www.biancacaluf.com.br/category/pediatria-geral/ 32 32 Recém-nascido pode dormir a noite toda? https://www.biancacaluf.com.br/recem-nascido-pode-dormir-a-noite-toda/ Tue, 25 Aug 2026 18:16:31 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9615 Recém-nascido pode dormir a noite toda? Preciso acordar o bebê para mamar? Se o seu recém-nascido finalmente dormiu algumas horas seguidas, provavelmente aparecem duas sensações ao mesmo tempo: alívio e preocupação. “Posso deixar dormir ou preciso acordar para mamar?” A resposta é: depende da fase em que esse bebê está e de como ele está […]

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Recém-nascido pode dormir a noite toda? Preciso acordar o bebê para mamar?

Se o seu recém-nascido finalmente dormiu algumas horas seguidas, provavelmente aparecem duas sensações ao mesmo tempo: alívio e preocupação.

“Posso deixar dormir ou preciso acordar para mamar?”

A resposta é: depende da fase em que esse bebê está e de como ele está evoluindo.

Nas primeiras semanas, nem sempre é adequado simplesmente esperar que o recém-nascido acorde sozinho para todas as mamadas. Peso ao nascer, perda de peso nos primeiros dias, recuperação do peso, idade gestacional, presença de icterícia, eficácia da mamada e ganho de peso fazem diferença nessa decisão.

Por outro lado, também não existe uma regra segundo a qual todo bebê saudável precise ser acordado rigorosamente de três em três horas durante meses.

Por que as mamadas são tão frequentes no recém-nascido?

Nos primeiros dias e semanas de vida, o bebê ainda está se adaptando à alimentação fora do útero.

Quando está em aleitamento materno, mamadas frequentes também ajudam a estimular e estabelecer a produção de leite.

Além disso, recém-nascidos não seguem necessariamente horários regulares. Pode acontecer de o bebê mamar várias vezes em um período e depois apresentar um intervalo um pouco maior.

Por isso, olhar apenas para o relógio pode não ser suficiente.

Todo recém-nascido precisa mamar de 3 em 3 horas?

Não necessariamente.

A famosa orientação de “mamar de três em três horas” pode ser útil em determinadas situações, mas não deve ser transformada em uma regra universal para todos os bebês.

Um recém-nascido nos primeiros dias de vida, que ainda não recuperou o peso do nascimento, não deve ser tratado da mesma forma que um bebê que está mamando de maneira eficiente e apresentando boa evolução de peso.

Também existem situações em que precisamos ter atenção especial aos intervalos entre as mamadas.

Pode ser necessário acordar o bebê para mamar quando:

  • ele ainda está nos primeiros dias de vida;
  • ainda não recuperou adequadamente o peso de nascimento;
  • nasceu prematuro ou com baixo peso;
  • apresenta dificuldade para mamar;
  • está excessivamente sonolento;
  • apresenta icterícia que exige acompanhamento;
  • o ganho de peso não está adequado;
  • existe alguma condição clínica que exija um plano específico de alimentação.

Nesses casos, esperar indefinidamente que o bebê acorde sozinho pode resultar em menos mamadas do que ele precisa.

E quando posso deixar o bebê dormir por mais tempo?

Essa decisão fica mais segura quando sabemos que o bebê está clinicamente bem, alimentando-se de forma eficaz e evoluindo adequadamente.

Por isso, uma das informações mais importantes não é simplesmente quantas horas o bebê dormiu, mas como está o conjunto:

1. O peso está evoluindo?

O acompanhamento do peso nas primeiras semanas ajuda a mostrar se a quantidade de leite recebida está sendo suficiente.

2. As mamadas parecem eficazes?

Não basta permanecer muito tempo no peito.

É importante observar pega, sucção e deglutição e avaliar se existe transferência adequada de leite.

3. O bebê está urinando adequadamente?

A quantidade de fraldas molhadas também fornece informações importantes sobre a alimentação e hidratação.

4. Ele acorda e mama bem?

Existe diferença entre um bebê tranquilo que faz um intervalo maior e depois acorda disposto para mamar e um recém-nascido excessivamente sonolento, difícil de despertar e que mama pouco.

Essa segunda situação merece atenção.

Meu bebê dormiu 5 ou 6 horas. É perigoso?

Uma noite isolada com um intervalo maior não permite responder se existe ou não um problema.

Nesses casos, é preciso considerar a idade do bebê e principalmente sua evolução.

Se estamos falando de um recém-nascido muito pequeno, especialmente nas primeiras semanas, vale conferir se já houve recuperação adequada do peso e se existe alguma orientação específica para aquele bebê.

Por isso, copiar a rotina de sono de outro bebê pode causar confusão.

O que é perfeitamente aceitável para um bebê, pode não ser adequado para outro que nasceu prematuro, perdeu mais peso, apresenta dificuldade na amamentação ou ainda está em acompanhamento por icterícia.

Bebê que dorme muito é sempre sinal de que está satisfeito?

Não.

Esse é um ponto importante.

Sono prolongado não é, sozinho, prova de que o bebê mamou o suficiente.

Alguns recém-nascidos que não estão recebendo leite adequadamente podem ficar progressivamente mais sonolentos e menos eficientes para mamar.

Por isso, nos primeiros dias, não devemos avaliar a alimentação apenas pela impressão de que “ele mamou e dormiu”.

Peso, mamadas, eliminações e estado geral contam muito mais.

Quando a sonolência do recém-nascido preocupa?

Procure avaliação se o bebê estiver muito difícil de despertar, não conseguir manter uma mamada, apresentar redução importante das mamadas ou da urina, estiver progressivamente mais amarelado, apresentar alteração da respiração ou parecer menos responsivo que o habitual.

Recém-nascidos podem apresentar sinais de doença de maneira mais discreta do que crianças maiores.

E depois das primeiras semanas?

Conforme o bebê cresce, ganha peso adequadamente e a alimentação se estabelece, os intervalos podem mudar.

Alguns bebês começam espontaneamente a concentrar períodos maiores de sono durante a noite. Outros continuam acordando várias vezes.

Isso também não significa necessariamente que exista algo errado.

Principalmente nos primeiros meses, despertares noturnos ainda fazem parte da rotina de muitos bebês.

O objetivo não deve ser fazer um recém-nascido “dormir a noite inteira” o mais rápido possível.

Primeiro precisamos garantir alimentação, crescimento e segurança.

Então preciso colocar despertador para acordar meu bebê?

Se o seu bebê acabou de nascer e você ainda não sabe se pode aumentar o intervalo das mamadas, não existe um número de horas que sirva para todos os recém-nascidos.

Nas primeiras consultas, uma das coisas que avaliamos é justamente se aquele bebê ainda precisa ser acordado ou se já existe segurança para respeitar intervalos maiores espontaneamente.

Essa decisão pode mudar rapidamente conforme o bebê recupera o peso e evolui bem.

A primeira consulta do recém-nascido ajuda a definir isso

Muitas das dúvidas das primeiras semanas estão relacionadas entre si:

“Ele está mamando o suficiente?”

“Preciso acordar para mamar?”

“Está dormindo demais?”

“Está ganhando peso?”

“Essa cor amarelada ainda é normal?”

É justamente por isso que o acompanhamento pediátrico precoce é tão útil.

Na consulta do recém-nascido, é possível avaliar peso, alimentação, amamentação, icterícia, eliminações, sono, exame físico e adaptação aos primeiros dias em casa.

Para famílias em Belém do Pará, realizo acompanhamento pediátrico presencial de recém-nascidos. Famílias de outras regiões também podem contar com telemedicina pediátrica quando a situação for adequada para atendimento remoto.

Perguntas frequentes

Recém-nascido pode ficar 4 horas sem mamar?

Pode ser aceitável em algumas situações, mas idade, peso, evolução e eficácia das mamadas precisam ser considerados. Nos primeiros dias, especialmente antes da recuperação adequada do peso, pode ser necessário controlar melhor os intervalos.

Preciso acordar meu bebê de madrugada para mamar?

Alguns recém-nascidos precisam ser acordados. Outros, depois de uma boa evolução, podem progressivamente ter intervalos maiores. Essa orientação deve acompanhar a evolução do bebê.

Quando o bebê pode dormir a noite toda sem mamar?

Não existe uma idade exata válida para todos. Crescimento, alimentação, desenvolvimento e contexto clínico precisam ser considerados antes de retirar mamadas noturnas deliberadamente.

Meu recém-nascido não acorda para mamar. O que faço?

Se ele está excessivamente sonolento ou difícil de despertar, principalmente se também mama pouco, apresenta menos urina ou mudança do estado geral, precisa ser avaliado.

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Engasgo na introdução alimentar: alimentos de maior risco https://www.biancacaluf.com.br/engasgo-introducao-alimentar/ Thu, 20 Aug 2026 19:37:44 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9609 Engasgo na introdução alimentar: quais alimentos oferecem mais risco? Quando o bebê começa a comer, uma das maiores preocupações dos pais é o engasgo. E essa preocupação faz sentido: bebês e crianças pequenas ainda estão desenvolvendo a capacidade de mastigar e coordenar adequadamente mastigação, deglutição e respiração. Mas isso não significa que o bebê precise […]

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Engasgo na introdução alimentar: quais alimentos oferecem mais risco?

Quando o bebê começa a comer, uma das maiores preocupações dos pais é o engasgo. E essa preocupação faz sentido: bebês e crianças pequenas ainda estão desenvolvendo a capacidade de mastigar e coordenar adequadamente mastigação, deglutição e respiração.

Mas isso não significa que o bebê precise receber apenas alimentos completamente triturados.

A segurança depende principalmente da textura, do formato, do tamanho e da maneira como o alimento é oferecido.

Alguns alimentos, porém, merecem atenção especial porque podem bloquear as vias aéreas quando oferecidos inteiros ou em formatos inadequados.

Quais alimentos têm maior risco de engasgo?

Entre os alimentos que exigem mais cuidado estão:

  • uvas inteiras;
  • tomates-cereja inteiros;
  • castanhas e amendoins inteiros;
  • pipoca;
  • pedaços duros de cenoura crua;
  • pedaços duros de maçã crua;
  • salsichas cortadas em rodelas;
  • balas e doces duros;
  • chicletes;
  • pedaços grandes ou duros de carne;
  • grandes porções de pasta de amendoim ou outras pastas muito espessas.

O problema não é simplesmente o alimento existir na alimentação da criança. Em vários casos, o risco muda quando modificamos sua apresentação.

Uma uva inteira, por exemplo, tem formato arredondado e pode obstruir a via aérea. A forma de oferecê-la, portanto, precisa ser adaptada à idade e às habilidades da criança.

Por que alimentos redondos preocupam tanto?

Alimentos pequenos, firmes, lisos e arredondados merecem atenção especial porque seu formato pode favorecer uma obstrução completa da via aérea.

É por isso que uvas, tomates-cereja e alimentos com formato semelhante não devem simplesmente ser entregues inteiros para bebês e crianças pequenas.

Salsichas cortadas em rodelas também ficam com um formato especialmente desfavorável.

Não basta pensar:

“É pequeno, então ele consegue comer.”

Pequeno nem sempre significa seguro.

Formato e consistência importam tanto quanto o tamanho.

E castanhas e amendoim?

Castanhas, amendoins e outras oleaginosas inteiras representam risco de engasgo para crianças pequenas.

Isso não significa necessariamente excluir o alimento da dieta durante toda a primeira infância.

Existem formas apropriadas de oferecer derivados de amendoim e outras oleaginosas, como preparações com consistência adequada à capacidade da criança.

Um ponto importante é não confundir duas questões diferentes: introdução de alimentos potencialmente alergênicos e segurança contra engasgo.

Um alimento pode ser adequado do ponto de vista da introdução de alergênicos e, ao mesmo tempo, precisar ter sua textura modificada para ser oferecido com segurança.

Bebê pode comer pipoca?

A pipoca merece atenção especial e não é um alimento adequado para crianças pequenas.

Sua consistência e seus fragmentos podem ser aspirados e causar obstrução das vias aéreas.

A Academia Americana de Pediatria inclui a pipoca entre os alimentos de risco e recomenda evitar alimentos desse tipo em crianças pequenas.

Por isso, não é porque a criança já mastiga vários alimentos sozinha que a pipoca automaticamente se tornou segura.

O bebê precisa comer tudo amassado para não engasgar?

Não.

Esse é outro extremo que pode surgir a partir do medo.

A alimentação complementar também é um período de aprendizado. Progressivamente, o bebê precisa experimentar diferentes consistências e desenvolver habilidades relacionadas à alimentação.

A textura deve acompanhar o desenvolvimento da criança.

A Academia Americana de Pediatria orienta que os alimentos oferecidos aos bebês sejam macios, fáceis de engolir e apresentados em formatos apropriados. Alimentos duros, arredondados ou que exijam uma mastigação que o bebê ainda não domina precisam ser modificados ou evitados.

Portanto, segurança não significa manter indefinidamente uma alimentação completamente liquidificada.

Ânsia é a mesma coisa que engasgo?

Não.

Durante a introdução alimentar, alguns bebês apresentam o chamado reflexo de gag, que pode assustar bastante os pais.

O bebê pode fazer movimentos como se estivesse tendo ânsia, colocar a língua para fora, tossir ou tentar expulsar o alimento.

Esse reflexo funciona como um mecanismo de proteção.

No engasgo verdadeiro, especialmente quando há obstrução importante da via aérea, a situação é diferente. A criança pode apresentar dificuldade ou incapacidade para respirar, não conseguir chorar ou emitir sons e evoluir rapidamente com alteração da coloração e do nível de consciência.

Saber reconhecer essa diferença é importante, mas pais e cuidadores também precisam conhecer as manobras adequadas de primeiros socorros para situações de obstrução das vias aéreas.

Como diminuir o risco de engasgo durante as refeições?

Algumas medidas simples fazem bastante diferença:

  1. Ofereça alimentos com textura e formato adequados ao desenvolvimento da criança.
  2. Mantenha o bebê sentado e bem posicionado durante a refeição.
  3. Supervisione a alimentação.
  4. Não permita que a criança coma correndo, brincando ou deitada.
  5. Evite alimentos reconhecidamente perigosos para a faixa etária.
  6. Observe objetos pequenos ao alcance da criança, porque engasgos não acontecem apenas com alimentos.
  7. Pais, avós e outros cuidadores devem aprender primeiros socorros e técnicas de desobstrução das vias aéreas.

Também vale olhar para o ambiente. Moedas, peças pequenas de brinquedos, tampas e baterias pequenas podem representar risco importante para bebês que exploram o mundo levando objetos à boca.

Meu bebê está começando a introdução alimentar. Preciso ter medo?

Não é necessário transformar cada refeição em um momento de tensão.

O objetivo é justamente o contrário: reduzir riscos por meio de informação e preparação.

Conhecer os alimentos que precisam ser modificados, entender quais texturas são apropriadas e saber agir diante de uma emergência deixa a família muito mais preparada.

A introdução alimentar não é apenas decidir o que colocar no prato. Também envolve desenvolvimento, habilidades motoras, comportamento alimentar e segurança.

Quando vale conversar com o pediatra?

Algumas crianças precisam de uma avaliação mais individualizada, principalmente quando apresentam dificuldade persistente para mastigar ou engolir, engasgos recorrentes durante as refeições, tosse frequente ao comer ou beber, recusa importante de determinadas texturas ou alguma condição que possa interferir na alimentação.

Nessas situações, é importante entender o que está acontecendo em vez de simplesmente restringir cada vez mais as consistências oferecidas.

Na consulta pediátrica, também é possível orientar a introdução alimentar considerando o desenvolvimento e a rotina daquele bebê.

Acompanhamento da introdução alimentar

Se o seu bebê está chegando aos 6 meses e você tem dúvidas sobre quando começar, quais alimentos oferecer, como preparar, quais cortes são seguros ou como organizar as primeiras refeições, essas questões podem ser trabalhadas durante o acompanhamento pediátrico.

Atendo famílias presencialmente em Belém do Pará e também por telemedicina pediátrica para outras regiões do Brasil.

A proposta não é entregar apenas uma lista de alimentos, mas ajudar a família a construir uma introdução alimentar segura, possível e adequada ao desenvolvimento do bebê.

Perguntas frequentes

Uva pode ser oferecida para bebê?

A uva inteira apresenta risco de engasgo. A forma de apresentação precisa ser modificada de acordo com a idade e as habilidades da criança.

Bebê pode comer amendoim?

Amendoim inteiro não deve ser oferecido a bebês e crianças pequenas devido ao risco de engasgo. A introdução de derivados de amendoim é uma questão diferente e deve utilizar uma consistência segura para a idade.

Até que idade existe risco de engasgo?

O risco é especialmente importante em bebês e crianças pequenas. Mesmo após o início da mastigação, alguns alimentos continuam inadequados em sua forma inteira. A Academia Americana de Pediatria recomenda atenção especial aos alimentos de alto risco até aproximadamente os 4 anos ou mais, dependendo do desenvolvimento da criança.

Preciso fazer curso de primeiros socorros antes da introdução alimentar?

Não é uma exigência para começar a alimentação complementar, mas aprender técnicas de primeiros socorros e desobstrução de vias aéreas é uma medida de segurança muito útil para pais e outros cuidadores.

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Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar? https://www.biancacaluf.com.br/tosse-em-crianca-quando-se-preocupar/ Wed, 19 Aug 2026 20:39:35 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9605 Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar? Seu filho começou com coriza, depois veio a tosse. Os dias passaram, o nariz até melhorou, mas ele continua tossindo. Então surge a dúvida: “Essa tosse ainda é normal ou já está demorando demais?” Uma das coisas que mais surpreendem os pais é que a […]

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Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar?

Seu filho começou com coriza, depois veio a tosse. Os dias passaram, o nariz até melhorou, mas ele continua tossindo.

Então surge a dúvida:

“Essa tosse ainda é normal ou já está demorando demais?”

Uma das coisas que mais surpreendem os pais é que a tosse pode continuar mesmo quando a criança já está melhor do restante do resfriado.

Por isso, mais importante do que simplesmente contar quantos dias a criança está tossindo é observar como ela está respirando, seu estado geral e como os sintomas estão evoluindo.

Por que as crianças tossem?

A tosse não é uma doença. Ela é um mecanismo de defesa das vias respiratórias.

Quando existe muco, irritação ou algum agente estranho nas vias aéreas, tossir ajuda o organismo a eliminar secreções e proteger os pulmões.

Por isso, tentar fazer a tosse desaparecer a qualquer custo nem sempre é necessário e pode até atrapalhar a avaliação da causa.

Entre as causas mais frequentes de tosse na infância estão:

  • resfriados e outras infecções virais;
  • rinite;
  • asma;
  • secreção nasal;
  • irritação das vias respiratórias por fumaça ou outros poluentes.

Existem também causas menos comuns que precisam ser consideradas dependendo da idade, da duração da tosse e dos sintomas associados.

Quanto tempo pode durar a tosse de um resfriado?

Essa é provavelmente uma das dúvidas mais importantes.

Muitos pais esperam que a tosse desapareça em três ou quatro dias junto com os outros sintomas. Nem sempre acontece assim.

Em uma infecção respiratória viral, a criança pode melhorar da febre e da indisposição e continuar tossindo por vários dias.

A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que a tosse relacionada às infecções das vias aéreas superiores pode durar cerca de 10 dias e, em algumas crianças, prolongar-se por 25 dias ou mais.

Portanto:

estar tossindo há vários dias, isoladamente, não significa que a criança precise de antibiótico ou que esteja necessariamente com pneumonia.

O comportamento da criança e a evolução do quadro dizem muito.

Tosse com catarro significa infecção bacteriana?

Não necessariamente.

Durante uma infecção respiratória, é comum ocorrer produção de secreção.

A secreção também pode ficar mais espessa e mudar de aparência ao longo dos dias. Isso, isoladamente, não permite determinar se a infecção é viral ou bacteriana.

Por isso, não é adequado decidir pelo uso de antibiótico apenas porque a criança está tossindo com catarro ou porque a secreção nasal ficou amarelada ou esverdeada.

É necessário avaliar o conjunto dos sintomas e sua evolução.

E quando a tosse piora à noite?

Também é bastante comum.

Quando a criança se deita, as secreções nasais podem escorrer em direção à garganta e estimular a tosse. Algumas doenças respiratórias também apresentam sintomas predominantemente noturnos.

Mas existe uma diferença importante entre:

a criança que tosse durante a noite, mas respira confortavelmente

e

a criança que tosse e apresenta dificuldade para respirar.

Essa segunda situação merece muito mais atenção.

O que observar além da tosse?

Em vez de olhar apenas para a quantidade de tosse, observe a criança.

Pergunte:

Ela está respirando normalmente?

Continua brincando e interagindo?

Está conseguindo mamar ou se alimentar?

Está bebendo líquidos?

Apareceu febre?

A febre desapareceu e depois voltou?

A tosse está melhorando, está igual ou piorando progressivamente?

Existe chiado ou algum ruído diferente durante a respiração?

Essas informações ajudam muito mais a avaliar a gravidade do quadro do que simplesmente dizer que “está tossindo muito”.

Quando a tosse em criança precisa de avaliação médica?

Algumas situações merecem avaliação pelo pediatra, especialmente quando a tosse:

  • persiste por várias semanas;
  • acontece em bebês pequenos;
  • começou de maneira súbita depois de um engasgo;
  • está progressivamente pior;
  • vem acompanhada de febre persistente ou recorrente;
  • interfere de forma importante no sono ou na alimentação;
  • acontece repetidamente durante a noite;
  • está acompanhada de chiado;
  • vem acompanhada de perda de peso ou queda importante do estado geral.

A Sociedade Brasileira de Pediatria considera a tosse com duração superior a quatro semanas um dos motivos para investigação médica.

Quais sinais indicam que não é para esperar uma consulta de rotina?

Alguns sinais mudam completamente a situação.

Procure avaliação médica com maior rapidez quando a criança apresentar:

dificuldade para respirar;

respiração muito rápida ou esforço para respirar;

costelas ou região abaixo delas afundando durante a respiração;

coloração arroxeada nos lábios ou na pele;

sonolência excessiva ou dificuldade para despertar;

recusa importante de líquidos ou mamadas;

queda acentuada do estado geral.

Nos bebês, principalmente nos primeiros meses de vida, o limite para avaliação deve ser ainda menor.

Quadros como a bronquiolite, por exemplo, podem começar parecendo apenas um resfriado, com nariz entupido, coriza e tosse, e posteriormente evoluir com respiração rápida, chiado e dificuldade respiratória.

Criança tossindo precisa tomar xarope?

Não automaticamente.

A pergunta mais importante não é:

“Qual remédio corta essa tosse?”

É:

“Por que essa criança está tossindo?”

O tratamento depende da causa.

Uma tosse causada por uma infecção viral não é conduzida da mesma forma que uma tosse relacionada à asma, rinite ou outra condição.

Além disso, medicamentos para tosse não devem ser utilizados indiscriminadamente em crianças, especialmente nas menores.

E a lavagem nasal?

Quando existe congestão ou secreção nasal, a higiene nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e melhorar o conforto da criança.

Isso pode ser particularmente útil antes das mamadas, refeições e do sono.

A técnica e o volume utilizados precisam ser adequados à idade e à tolerância da criança.

Meu filho vive gripado e tossindo. Isso é normal?

Crianças que frequentam creche ou escola ficam expostas a muitos vírus respiratórios.

Por isso, podem apresentar vários episódios de infecções respiratórias ao longo do ano.

Às vezes acontece algo que confunde bastante os pais: uma virose começa antes que a tosse da anterior tenha desaparecido completamente.

A impressão é de que a criança está doente há um mês inteiro, quando, na verdade, pode ter apresentado infecções consecutivas.

Isso não significa que toda tosse recorrente seja normal. Quando os sintomas são muito frequentes, prolongados ou apresentam características diferentes do esperado, vale investigar outras possibilidades.

O mais importante não é apenas há quantos dias a criança está tossindo

Uma criança no décimo dia de tosse, brincando, respirando normalmente e melhorando progressivamente pode estar em uma situação muito diferente de outra criança no segundo dia de doença, mas respirando com esforço e recusando líquidos.

Na pediatria, o estado geral e a respiração são informações fundamentais.

Por isso, quando seu filho estiver tossindo, além de contar os dias, observe principalmente como ele está.

Perguntas frequentes

Tosse por 10 dias em criança é normal?

Pode acontecer. Infecções respiratórias virais frequentemente deixam tosse por vários dias mesmo depois da melhora dos demais sintomas. A evolução do quadro e os sintomas associados precisam ser considerados.

Catarro verde significa que precisa de antibiótico?

Não. A cor da secreção isoladamente não determina a necessidade de antibiótico.

Tosse à noite é sinal de pneumonia?

Não necessariamente. Secreção nasal, rinite e outras condições podem provocar tosse noturna. Dificuldade respiratória, febre, queda do estado geral e outros sintomas precisam ser avaliados em conjunto.

Quando uma tosse é considerada prolongada?

A tosse persistente por mais de quatro semanas merece avaliação médica para investigação da causa.

Bebê tossindo precisa ser avaliado?

Quanto menor o bebê, maior deve ser a atenção, especialmente nos primeiros meses de vida. Tosse associada a dificuldade respiratória, redução das mamadas, sonolência ou piora do estado geral necessita avaliação.

Quando procurar o pediatra?

Se a tosse está se prolongando, repetindo com frequência ou você percebeu mudança na respiração, alimentação ou comportamento da criança, uma avaliação pediátrica permite diferenciar a evolução esperada de uma infecção respiratória de situações que precisam de investigação.

Para famílias em Belém do Pará, realizo acompanhamento pediátrico presencial. Dependendo da situação clínica e da idade da criança, também é possível realizar acompanhamento por telemedicina pediátrica para famílias de outras regiões do Brasil.

AGENDAR

Em situações com dificuldade respiratória importante ou piora rápida do estado geral, a avaliação deve ser presencial e imediata.

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Febre em bebê: quando se preocupar e procurar atendimento? https://www.biancacaluf.com.br/febre-em-bebe-quando-se-preocupar/ Tue, 18 Aug 2026 08:00:21 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9585 Febre em bebê: quando realmente precisa se preocupar? Seu bebê está quente, você mede a temperatura e vê 38°C. A primeira reação costuma ser olhar o número novamente, pensar em dar um antitérmico e ficar esperando a temperatura baixar. Mas, quando falamos de febre em bebês, o número no termômetro é apenas uma parte da […]

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Febre em bebê: quando realmente precisa se preocupar?

Seu bebê está quente, você mede a temperatura e vê 38°C.

A primeira reação costuma ser olhar o número novamente, pensar em dar um antitérmico e ficar esperando a temperatura baixar.

Mas, quando falamos de febre em bebês, o número no termômetro é apenas uma parte da avaliação.

A idade do bebê, seu comportamento, a respiração, a hidratação e os sintomas associados podem ser muito mais importantes para decidir se é possível observar ou se ele precisa ser avaliado.

E existe uma situação que merece atenção especial desde o início:

em bebês com menos de 3 meses, temperatura de 38°C ou mais exige avaliação médica, mesmo que o bebê aparentemente esteja bem.

Vamos entender o motivo.

Afinal, o que é febre?

Febre não é uma doença. É uma resposta do organismo que pode acontecer durante diferentes processos, principalmente infecções.

Na infância, grande parte dos episódios febris está relacionada a infecções virais e evolui sem complicações.

Por isso, o objetivo não deve ser simplesmente fazer o termômetro voltar ao normal.

Mais importante é observar como a criança está durante aquele episódio de febre.

Um bebê que está febril, mas permanece responsivo, mama, urina normalmente e apresenta boa interação traz informações diferentes de um bebê que está prostrado, recusando alimentação ou apresentando dificuldade para respirar.

Febre em bebê com menos de 3 meses merece atenção especial

Essa é provavelmente a informação mais importante deste artigo.

Temperatura de 38°C ou mais em um bebê com menos de 3 meses deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Isso vale inclusive quando o bebê:

  • continua mamando;
  • parece disposto;
  • não está chorando;
  • não apresenta tosse ou coriza;
  • teve apenas uma medida de 38°C.

Bebês muito pequenos podem apresentar infecções potencialmente importantes com poucos sinais clínicos no início.

Por isso, nessa faixa etária, não é adequado usar apenas a aparência da criança ou esperar a febre ficar mais alta para decidir procurar atendimento.

A avaliação de lactentes febris pequenos segue protocolos específicos e pode variar de acordo com a idade exata, condições do nascimento, exame físico e outros fatores clínicos.

E depois dos 3 meses?

Depois dos primeiros meses de vida, o valor da temperatura isoladamente passa a ter menos importância.

Entre 3 e 6 meses, temperaturas de 39°C ou mais merecem atenção maior.

Mas isso não significa que toda criança maior de 6 meses com 39°C ou 40°C esteja gravemente doente.

Da mesma forma, uma criança com temperatura não tão elevada pode precisar de atendimento se apresentar sinais preocupantes.

É aqui que precisamos tirar um pouco o foco do termômetro e olhar para a criança.

Mais importante que o número: como está o bebê?

Quando seu bebê estiver com febre, observe algumas coisas.

Ele continua interagindo?

Depois que o desconforto melhora, a criança volta a olhar para você, brincar ou responder normalmente?

Uma criança que permanece muito sonolenta, pouco responsiva, extremamente irritada ou “molinha” merece avaliação.

Está mamando ou aceitando líquidos?

Durante uma doença é comum o apetite diminuir.

O problema é quando há recusa persistente de líquidos ou mamadas, principalmente acompanhada de redução da quantidade de urina.

Como está a respiração?

Observe o bebê quando ele estiver mais tranquilo.

Respiração muito rápida, esforço para respirar, afundamento entre ou abaixo das costelas, gemência ou alteração da coloração dos lábios são sinais de alerta.

Está urinando?

Menos fraldas molhadas que o habitual, boca seca, ausência de lágrimas e piora do estado geral podem sugerir desidratação.

Quais sinais de alerta em um bebê com febre?

Independentemente da temperatura, procure avaliação com maior rapidez quando a febre estiver acompanhada de:

  • dificuldade para respirar;
  • bebê muito sonolento ou difícil de despertar;
  • pouca resposta aos estímulos;
  • irritabilidade intensa ou choro persistente;
  • recusa importante das mamadas ou líquidos;
  • sinais de desidratação ou redução importante da urina;
  • convulsão;
  • rigidez no pescoço;
  • fontanela abaulada;
  • manchas arroxeadas ou avermelhadas na pele que não desaparecem quando pressionadas;
  • vômitos persistentes;
  • alteração importante da coloração da pele ou dos lábios;
  • piora significativa do estado geral.

Além disso, qualquer febre de 38°C ou mais em menores de 3 meses merece avaliação.

“Mas a febre chegou a 40°C. Isso não é perigoso?”

Esse é um dos maiores medos dos pais.

Depois dos primeiros meses de vida, a altura da febre, sozinha, não determina a gravidade da doença.

Uma infecção viral pode provocar febre alta. Ao mesmo tempo, algumas doenças importantes podem começar com temperaturas menos elevadas.

Por isso, não devemos avaliar a gravidade apenas perguntando:

“Quanto deu a febre?”

Também precisamos saber:

“Como essa criança está?”

Preciso baixar a febre imediatamente?

Nem sempre.

O tratamento da febre tem como principal objetivo melhorar o conforto da criança, e não atingir uma temperatura específica.

Se a criança está desconfortável, dolorida ou muito irritada, um antitérmico adequado à idade e ao peso pode ser utilizado conforme orientação médica.

Evite transformar a temperatura em uma disputa com o termômetro, medindo repetidamente ou administrando medicamentos apenas porque o número não voltou ao normal.

Também não é recomendado alternar antitérmicos rotineiramente por conta própria.

Banho frio ajuda a baixar a febre?

Banhos frios, álcool na pele e outras medidas agressivas para resfriar a criança não são recomendados.

Além de causarem desconforto, podem provocar tremores e tornar aquele momento ainda mais desagradável.

Prefira roupas leves, ambiente confortável e boa oferta de líquidos ou mamadas.

Se o antitérmico baixou a febre, significa que não é nada grave?

Não.

A resposta ao antitérmico não é um teste para diferenciar uma infecção simples de uma doença mais importante.

Da mesma forma, a febre voltar depois que o efeito da medicação passa não significa necessariamente que houve piora.

Observe principalmente o estado geral e os demais sintomas.

E quando a febre não tem nenhum outro sintoma?

É possível que uma criança apresente febre sem tosse, coriza, diarreia ou outro foco evidente.

Nessas situações, a idade e o exame clínico são especialmente importantes.

Em bebês pequenos, por exemplo, uma infecção urinária pode se manifestar apenas com febre.

Isso não significa que toda criança com febre precise realizar exames. A necessidade de investigação depende da idade, do exame físico, do tempo de evolução e de outros fatores de risco.

Quanto tempo posso observar uma febre?

Não existe um número de horas que funcione para todas as crianças.

A duração da febre, isoladamente, não define se a doença é grave.

O que importa é acompanhar a evolução.

Uma criança que inicialmente estava bem e começa a apresentar piora do estado geral precisa ser reavaliada, mesmo que esteja apenas no primeiro ou segundo dia de febre.

Febre persistindo por 5 dias ou mais também merece avaliação médica, mesmo quando a criança não apresenta sinais de alarme.

O que observar em casa?

Se a criança tem idade suficiente para observação domiciliar e não apresenta sinais de alerta, acompanhe principalmente:

  • comportamento;
  • aceitação de líquidos ou mamadas;
  • quantidade de urina;
  • respiração;
  • aparecimento de novos sintomas;
  • duração da febre;
  • evolução do estado geral.

Anotar os horários das temperaturas e dos medicamentos administrados também pode ajudar bastante durante uma avaliação pediátrica.

Quando procurar atendimento imediatamente?

Uma forma simples de guardar é:

Menos de 3 meses + 38°C ou mais = precisa ser avaliado.

Nas demais idades, procure atendimento rapidamente se houver alteração importante do estado geral, dificuldade respiratória, sinais de desidratação, alteração de consciência, convulsão, manchas suspeitas na pele ou qualquer outro sinal de alarme.

Quando esses sinais não estão presentes, muitas situações podem ser avaliadas de maneira programada pelo pediatra, dependendo da idade e da evolução.

Não trate apenas o termômetro

Quando um bebê apresenta febre, é natural ficar preocupado.

Mas olhar repetidamente para o termômetro nem sempre ajuda a entender o que está acontecendo.

A pergunta mais útil não é apenas:

“Quanto está a temperatura?”

Pergunte também:

“Como meu bebê está?”

Essa mudança de olhar ajuda a diferenciar situações que podem ser acompanhadas daquelas que precisam de avaliação mais rápida.

Se o bebê apresentar febre e você estiver em dúvida sobre a necessidade de avaliação, a consulta pediátrica permite considerar a idade, o exame físico, o estado de hidratação e os sintomas associados para definir a melhor conduta.

Perguntas frequentes sobre febre em bebê

37,5°C é febre em bebê?

A interpretação depende do método e local de medição, além do contexto clínico. Uma medida isolada discretamente elevada não deve ser interpretada da mesma maneira que uma temperatura de 38°C ou mais em um lactente pequeno.

Bebê de 1 mês com 38°C precisa ir ao médico?

Sim. Bebês menores de 3 meses com temperatura de 38°C ou mais fazem parte de um grupo que necessita avaliação médica, mesmo quando aparentemente estão bem.

Bebê de 2 meses com febre pode esperar até o dia seguinte?

Não é uma situação adequada para simplesmente aguardar até o dia seguinte sem avaliação. Nessa faixa etária, temperatura de 38°C ou mais deve ser avaliada.

Nascer dente causa febre alta?

A erupção dentária pode coincidir com irritabilidade e pequenas alterações de temperatura, mas febre verdadeira, especialmente febre alta, não deve ser automaticamente atribuída ao nascimento dos dentes. Outras causas precisam ser consideradas.

Preciso acordar meu filho para dar antitérmico?

Em uma criança maior, clinicamente estável e dormindo confortavelmente, o objetivo do antitérmico não é normalizar o termômetro a qualquer custo. A indicação e o intervalo do medicamento devem respeitar a idade, o peso e a orientação recebida.

Toda febre precisa de exame de sangue?

Não. A necessidade de exames depende principalmente da idade, história clínica, exame físico, estado geral e suspeita diagnóstica. Bebês muito pequenos constituem uma situação diferente e podem necessitar investigação específica.

Sobre a autora

Dra. Bianca Caluf Negrão
Médica pediatra

Atendimento pediátrico particular em Belém do Pará e acompanhamento por telemedicina.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui uma avaliação individual, especialmente diante dos sinais de alerta descritos acima.

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Bebê mama toda hora: isso significa que meu leite é pouco? https://www.biancacaluf.com.br/bebe-mama-toda-hora/ Mon, 17 Aug 2026 12:55:38 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9582 AGOSTO DOURADO 💛 Seu bebê mama, larga o peito e pouco tempo depois quer mamar novamente. E aí vem aquela dúvida: “Será que meu leite está sendo suficiente?” Mamar muitas vezes ao dia, principalmente nas primeiras semanas, não significa automaticamente que exista pouco leite. Recém-nascidos têm estômago pequeno, o leite materno é digerido rapidamente e […]

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AGOSTO DOURADO 💛

Seu bebê mama, larga o peito e pouco tempo depois quer mamar novamente.

E aí vem aquela dúvida:

“Será que meu leite está sendo suficiente?”

Mamar muitas vezes ao dia, principalmente nas primeiras semanas, não significa automaticamente que exista pouco leite.

Recém-nascidos têm estômago pequeno, o leite materno é digerido rapidamente e a frequência das mamadas pode variar bastante ao longo do dia.

Além disso, existem períodos em que o bebê parece querer ficar praticamente o tempo inteiro no peito.

Mas a frequência das mamadas, sozinha, não é o melhor parâmetro para saber se ele está recebendo leite suficiente.

Precisamos observar principalmente:

• ganho de peso
• quantidade de urina
• deglutição durante a mamada
• pega e transferência de leite
• comportamento e estado geral do bebê

E aqui está uma mensagem importante para este Agosto Dourado:

apoiar a amamentação não é simplesmente dizer para uma mãe “insistir no peito”.

É ajudá-la a descobrir por que está difícil.

Dor para amamentar, fissuras persistentes, bebê que não ganha peso adequadamente, pouca urina ou dificuldade para sugar merecem avaliação.

Amamentação precisa de informação, técnica e, muitas vezes, apoio.

💛 Salve este post para lembrar nos dias em que parecer que seu bebê “não sai do peito”.

Dra. Bianca Caluf Negrão
Pediatra | Belém do Pará
Atendimento presencial e por telemedicina

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Criança saudável precisa do pediatra? https://www.biancacaluf.com.br/crianca-saudavel-pediatra/ https://www.biancacaluf.com.br/crianca-saudavel-pediatra/#respond Thu, 23 Nov 2023 11:00:04 +0000 http://ld-wp.template-help.com/wordpress_62222_default-sample/?p=12 Bad breath is a deal breaker both in business and in personal life of ours. And while breath fresheners or candies hide it, they do not cure the very problem at hand... So, most importantly, the bad breath is caused by a lack of oral...

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Será que crianças saudáveis precisam ir ao pediatra? A resposta pode surpreender você.

 

Por trás da aparência vibrante e cheia de energia, há questões fundamentais que os pediatras ajudam a abordar, contribuindo para um desenvolvimento saudável e prevenindo potenciais problemas no futuro. Vamos explorar Por que Toda Criança Saudável Precisa do Pediatra como aliado desde o início.

 

A jornada da parentalidade é repleta de momentos emocionantes. Ver seu filho atingir marcos de desenvolvimento é uma alegria incomparável. No entanto, por trás desses momentos brilhantes, há a necessidade de compreender que a saúde infantil vai além do que os olhos podem ver. É aqui que a figura do pediatra entra, trazendo a expertise necessária para guiar pais e crianças por esse caminho delicado.

 

Problema e Causa

O problema reside na ideia equivocada de que, se uma criança parece saudável, não há necessidade de consultar um pediatra regularmente. No entanto, até mesmo crianças aparentemente saudáveis podem ter questões de saúde sutis que podem escapar à atenção dos pais. Desde deficiências nutricionais até desafios comportamentais, o pediatra é treinado para identificar e abordar uma variedade de preocupações.

 

A boa notícia é que o pediatra não é apenas para situações de emergência. Esses profissionais dedicados são aliados confiáveis no desenvolvimento saudável de seu filho. As consultas regulares ao pediatra oferecem uma oportunidade de monitorar o crescimento, discutir marcos de desenvolvimento e receber orientação especializada para garantir que seu filho alcance todo o seu potencial.

 

Assim, a solução é clara: não deixe de agendar consultas regulares ao pediatra, mesmo que seu filho pareça estar no auge da saúde. Essas visitas não só detectam problemas de saúde precocemente, mas também fornecem orientações essenciais sobre nutrição, comportamento e saúde mental infantil. Ao investir nessas consultas, você está fazendo um investimento valioso no futuro de seu filho.

 

Por que Toda Criança Saudável Precisa do Pediatra?

E, como surpresa final, estudos demonstram que crianças que têm um relacionamento contínuo com um pediatra têm uma maior probabilidade de manter hábitos de vida saudáveis na adolescência e na vida adulta. Ou seja, ao estabelecer essa conexão desde cedo, você está construindo as bases para um estilo de vida saudável que perdurará por toda a vida de seu filho.

 

Criança saudável precisa do pediatra? A resposta é SIM.

Se trata da consulta de puericultura – Importantíssima para o avaliação do bom desenvolvimento do bebê/criança.

 

Coisas que não acontecem em consultas de pronto-socorro (outro perfil de atendimento).

Então, não deixe de levar seu bebê nas consultas rotineiras sempre.

 

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Dicas para Proteger a Pele Sensível do seu Pequeno https://www.biancacaluf.com.br/prevencao-de-assaduras-em-bebes/ https://www.biancacaluf.com.br/prevencao-de-assaduras-em-bebes/#respond Mon, 18 Sep 2023 12:07:00 +0000 https://biancacaluf.com/?p=8972 Se você é pai ou mãe de um recém-nascido ou de um bebê em crescimento, sabe como a pele sensível do seu pequeno pode ser vulnerável a irritações e desconforto. Assaduras são comuns, mas podem ser evitadas com os cuidados adequados. Neste artigo, vamos abordar todas as informações essenciais que você precisa para manter a […]

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Se você é pai ou mãe de um recém-nascido ou de um bebê em crescimento, sabe como a pele sensível do seu pequeno pode ser vulnerável a irritações e desconforto. Assaduras são comuns, mas podem ser evitadas com os cuidados adequados.

Neste artigo, vamos abordar todas as informações essenciais que você precisa para manter a pele do seu bebê saudável e livre de assaduras. Desde dicas práticas até produtos recomendados, você encontrará tudo o que precisa saber para proteger o sorriso do seu bebê.

 

  • Entendendo as Assaduras em Bebês

    Antes de entrarmos nas estratégias de prevenção, é importante entender o que são as assaduras em bebês. Estas são irritações na pele do bebê que ocorrem principalmente na área da fralda. Elas podem variar em gravidade, desde vermelhidão leve até erupções dolorosas com bolhas.

  • Fatores que Causam Assaduras

     

Vários fatores podem contribuir para o desenvolvimento de assaduras em bebês. Estes incluem:

    • Umidade: A umidade na área da fralda, causada pelo contato com urina ou fezes, cria um ambiente propício para as assaduras.
    • Fricção: O atrito constante da fralda na pele delicada do bebê pode irritá-la.
    • Produtos Químicos: Alguns produtos de limpeza ou fraldas descartáveis podem conter ingredientes que irritam a pele sensível do bebê.
    • Dieta: A alimentação do bebê pode influenciar a consistência das fezes, tornando-as mais irritantes para a pele.

 

Dicas para Prevenir Assaduras em Bebês

 

Agora que sabemos o que causa assaduras, vamos explorar dicas eficazes para preveni-las:

      1. Mantenha a Pele Limpa e Seca: Troque as fraldas do seu bebê frequentemente para manter a área da fralda limpa e seca. Use lenços umedecidos suaves ou água morna e algodão para limpar a pele.
      2. Use Cremes Protetores: Aplique uma camada fina de creme protetor de barreira na pele do bebê antes de colocar a fralda. Isso cria uma barreira entre a pele do bebê e a umidade das fezes e urina.
      3. Escolha Fraldas de Qualidade: Opte por fraldas de boa qualidade que se ajustem bem ao seu bebê, reduzindo o atrito e mantendo a umidade longe da pele.
      4. Deixe o Bebê sem Fralda: Sempre que possível, permita que o bebê fique sem fralda por curtos períodos para permitir que a pele respire e seque naturalmente.
      5. Escolha Produtos de Limpeza Suaves: Use produtos de limpeza suaves e sem fragrâncias para evitar irritações na pele.
      6. Observe a Dieta: Se você está amamentando, observe sua própria dieta, pois certos alimentos podem causar fezes irritantes para o bebê. Se o bebê está em alimentação sólida, certifique-se de que sua dieta seja equilibrada.
      7. Consulte um Pediatra: Se as assaduras do seu bebê persistirem ou piorarem, consulte um pediatra. Pode ser necessário um tratamento específico.

 

A prevenção de assaduras em bebês é uma parte essencial dos cuidados com o seu pequeno. Ao entender as causas e seguir as dicas mencionadas neste guia, você estará no caminho certo para manter a pele do seu bebê saudável e livre de irritações.

 

Lembre-se de que cada bebê é único, e pode ser necessário ajustar suas práticas de cuidado com base nas necessidades individuais do seu filho.

Se as assaduras persistirem ou se tornarem graves, não hesite em buscar orientação de um pediatra.

Proteger o sorriso do seu bebê começa com uma pele feliz e saudável.

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