Arquivos Doenças da infância - Dra. Bianca Caluf https://www.biancacaluf.com.br/category/doencas-da-infancia/ Pediatria Wed, 19 Aug 2026 20:39:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.biancacaluf.com.br/wp-content/uploads/2022/02/favicon-ok-100x100.png Arquivos Doenças da infância - Dra. Bianca Caluf https://www.biancacaluf.com.br/category/doencas-da-infancia/ 32 32 Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar? https://www.biancacaluf.com.br/tosse-em-crianca-quando-se-preocupar/ Wed, 19 Aug 2026 20:39:35 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9605 Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar? Seu filho começou com coriza, depois veio a tosse. Os dias passaram, o nariz até melhorou, mas ele continua tossindo. Então surge a dúvida: “Essa tosse ainda é normal ou já está demorando demais?” Uma das coisas que mais surpreendem os pais é que a […]

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Tosse em criança: quando é normal e quando se preocupar?

Seu filho começou com coriza, depois veio a tosse. Os dias passaram, o nariz até melhorou, mas ele continua tossindo.

Então surge a dúvida:

“Essa tosse ainda é normal ou já está demorando demais?”

Uma das coisas que mais surpreendem os pais é que a tosse pode continuar mesmo quando a criança já está melhor do restante do resfriado.

Por isso, mais importante do que simplesmente contar quantos dias a criança está tossindo é observar como ela está respirando, seu estado geral e como os sintomas estão evoluindo.

Por que as crianças tossem?

A tosse não é uma doença. Ela é um mecanismo de defesa das vias respiratórias.

Quando existe muco, irritação ou algum agente estranho nas vias aéreas, tossir ajuda o organismo a eliminar secreções e proteger os pulmões.

Por isso, tentar fazer a tosse desaparecer a qualquer custo nem sempre é necessário e pode até atrapalhar a avaliação da causa.

Entre as causas mais frequentes de tosse na infância estão:

  • resfriados e outras infecções virais;
  • rinite;
  • asma;
  • secreção nasal;
  • irritação das vias respiratórias por fumaça ou outros poluentes.

Existem também causas menos comuns que precisam ser consideradas dependendo da idade, da duração da tosse e dos sintomas associados.

Quanto tempo pode durar a tosse de um resfriado?

Essa é provavelmente uma das dúvidas mais importantes.

Muitos pais esperam que a tosse desapareça em três ou quatro dias junto com os outros sintomas. Nem sempre acontece assim.

Em uma infecção respiratória viral, a criança pode melhorar da febre e da indisposição e continuar tossindo por vários dias.

A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que a tosse relacionada às infecções das vias aéreas superiores pode durar cerca de 10 dias e, em algumas crianças, prolongar-se por 25 dias ou mais.

Portanto:

estar tossindo há vários dias, isoladamente, não significa que a criança precise de antibiótico ou que esteja necessariamente com pneumonia.

O comportamento da criança e a evolução do quadro dizem muito.

Tosse com catarro significa infecção bacteriana?

Não necessariamente.

Durante uma infecção respiratória, é comum ocorrer produção de secreção.

A secreção também pode ficar mais espessa e mudar de aparência ao longo dos dias. Isso, isoladamente, não permite determinar se a infecção é viral ou bacteriana.

Por isso, não é adequado decidir pelo uso de antibiótico apenas porque a criança está tossindo com catarro ou porque a secreção nasal ficou amarelada ou esverdeada.

É necessário avaliar o conjunto dos sintomas e sua evolução.

E quando a tosse piora à noite?

Também é bastante comum.

Quando a criança se deita, as secreções nasais podem escorrer em direção à garganta e estimular a tosse. Algumas doenças respiratórias também apresentam sintomas predominantemente noturnos.

Mas existe uma diferença importante entre:

a criança que tosse durante a noite, mas respira confortavelmente

e

a criança que tosse e apresenta dificuldade para respirar.

Essa segunda situação merece muito mais atenção.

O que observar além da tosse?

Em vez de olhar apenas para a quantidade de tosse, observe a criança.

Pergunte:

Ela está respirando normalmente?

Continua brincando e interagindo?

Está conseguindo mamar ou se alimentar?

Está bebendo líquidos?

Apareceu febre?

A febre desapareceu e depois voltou?

A tosse está melhorando, está igual ou piorando progressivamente?

Existe chiado ou algum ruído diferente durante a respiração?

Essas informações ajudam muito mais a avaliar a gravidade do quadro do que simplesmente dizer que “está tossindo muito”.

Quando a tosse em criança precisa de avaliação médica?

Algumas situações merecem avaliação pelo pediatra, especialmente quando a tosse:

  • persiste por várias semanas;
  • acontece em bebês pequenos;
  • começou de maneira súbita depois de um engasgo;
  • está progressivamente pior;
  • vem acompanhada de febre persistente ou recorrente;
  • interfere de forma importante no sono ou na alimentação;
  • acontece repetidamente durante a noite;
  • está acompanhada de chiado;
  • vem acompanhada de perda de peso ou queda importante do estado geral.

A Sociedade Brasileira de Pediatria considera a tosse com duração superior a quatro semanas um dos motivos para investigação médica.

Quais sinais indicam que não é para esperar uma consulta de rotina?

Alguns sinais mudam completamente a situação.

Procure avaliação médica com maior rapidez quando a criança apresentar:

dificuldade para respirar;

respiração muito rápida ou esforço para respirar;

costelas ou região abaixo delas afundando durante a respiração;

coloração arroxeada nos lábios ou na pele;

sonolência excessiva ou dificuldade para despertar;

recusa importante de líquidos ou mamadas;

queda acentuada do estado geral.

Nos bebês, principalmente nos primeiros meses de vida, o limite para avaliação deve ser ainda menor.

Quadros como a bronquiolite, por exemplo, podem começar parecendo apenas um resfriado, com nariz entupido, coriza e tosse, e posteriormente evoluir com respiração rápida, chiado e dificuldade respiratória.

Criança tossindo precisa tomar xarope?

Não automaticamente.

A pergunta mais importante não é:

“Qual remédio corta essa tosse?”

É:

“Por que essa criança está tossindo?”

O tratamento depende da causa.

Uma tosse causada por uma infecção viral não é conduzida da mesma forma que uma tosse relacionada à asma, rinite ou outra condição.

Além disso, medicamentos para tosse não devem ser utilizados indiscriminadamente em crianças, especialmente nas menores.

E a lavagem nasal?

Quando existe congestão ou secreção nasal, a higiene nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e melhorar o conforto da criança.

Isso pode ser particularmente útil antes das mamadas, refeições e do sono.

A técnica e o volume utilizados precisam ser adequados à idade e à tolerância da criança.

Meu filho vive gripado e tossindo. Isso é normal?

Crianças que frequentam creche ou escola ficam expostas a muitos vírus respiratórios.

Por isso, podem apresentar vários episódios de infecções respiratórias ao longo do ano.

Às vezes acontece algo que confunde bastante os pais: uma virose começa antes que a tosse da anterior tenha desaparecido completamente.

A impressão é de que a criança está doente há um mês inteiro, quando, na verdade, pode ter apresentado infecções consecutivas.

Isso não significa que toda tosse recorrente seja normal. Quando os sintomas são muito frequentes, prolongados ou apresentam características diferentes do esperado, vale investigar outras possibilidades.

O mais importante não é apenas há quantos dias a criança está tossindo

Uma criança no décimo dia de tosse, brincando, respirando normalmente e melhorando progressivamente pode estar em uma situação muito diferente de outra criança no segundo dia de doença, mas respirando com esforço e recusando líquidos.

Na pediatria, o estado geral e a respiração são informações fundamentais.

Por isso, quando seu filho estiver tossindo, além de contar os dias, observe principalmente como ele está.

Perguntas frequentes

Tosse por 10 dias em criança é normal?

Pode acontecer. Infecções respiratórias virais frequentemente deixam tosse por vários dias mesmo depois da melhora dos demais sintomas. A evolução do quadro e os sintomas associados precisam ser considerados.

Catarro verde significa que precisa de antibiótico?

Não. A cor da secreção isoladamente não determina a necessidade de antibiótico.

Tosse à noite é sinal de pneumonia?

Não necessariamente. Secreção nasal, rinite e outras condições podem provocar tosse noturna. Dificuldade respiratória, febre, queda do estado geral e outros sintomas precisam ser avaliados em conjunto.

Quando uma tosse é considerada prolongada?

A tosse persistente por mais de quatro semanas merece avaliação médica para investigação da causa.

Bebê tossindo precisa ser avaliado?

Quanto menor o bebê, maior deve ser a atenção, especialmente nos primeiros meses de vida. Tosse associada a dificuldade respiratória, redução das mamadas, sonolência ou piora do estado geral necessita avaliação.

Quando procurar o pediatra?

Se a tosse está se prolongando, repetindo com frequência ou você percebeu mudança na respiração, alimentação ou comportamento da criança, uma avaliação pediátrica permite diferenciar a evolução esperada de uma infecção respiratória de situações que precisam de investigação.

Para famílias em Belém do Pará, realizo acompanhamento pediátrico presencial. Dependendo da situação clínica e da idade da criança, também é possível realizar acompanhamento por telemedicina pediátrica para famílias de outras regiões do Brasil.

AGENDAR

Em situações com dificuldade respiratória importante ou piora rápida do estado geral, a avaliação deve ser presencial e imediata.

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Febre em bebê: quando se preocupar e procurar atendimento? https://www.biancacaluf.com.br/febre-em-bebe-quando-se-preocupar/ Tue, 18 Aug 2026 08:00:21 +0000 https://www.biancacaluf.com.br/?p=9585 Febre em bebê: quando realmente precisa se preocupar? Seu bebê está quente, você mede a temperatura e vê 38°C. A primeira reação costuma ser olhar o número novamente, pensar em dar um antitérmico e ficar esperando a temperatura baixar. Mas, quando falamos de febre em bebês, o número no termômetro é apenas uma parte da […]

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Febre em bebê: quando realmente precisa se preocupar?

Seu bebê está quente, você mede a temperatura e vê 38°C.

A primeira reação costuma ser olhar o número novamente, pensar em dar um antitérmico e ficar esperando a temperatura baixar.

Mas, quando falamos de febre em bebês, o número no termômetro é apenas uma parte da avaliação.

A idade do bebê, seu comportamento, a respiração, a hidratação e os sintomas associados podem ser muito mais importantes para decidir se é possível observar ou se ele precisa ser avaliado.

E existe uma situação que merece atenção especial desde o início:

em bebês com menos de 3 meses, temperatura de 38°C ou mais exige avaliação médica, mesmo que o bebê aparentemente esteja bem.

Vamos entender o motivo.

Afinal, o que é febre?

Febre não é uma doença. É uma resposta do organismo que pode acontecer durante diferentes processos, principalmente infecções.

Na infância, grande parte dos episódios febris está relacionada a infecções virais e evolui sem complicações.

Por isso, o objetivo não deve ser simplesmente fazer o termômetro voltar ao normal.

Mais importante é observar como a criança está durante aquele episódio de febre.

Um bebê que está febril, mas permanece responsivo, mama, urina normalmente e apresenta boa interação traz informações diferentes de um bebê que está prostrado, recusando alimentação ou apresentando dificuldade para respirar.

Febre em bebê com menos de 3 meses merece atenção especial

Essa é provavelmente a informação mais importante deste artigo.

Temperatura de 38°C ou mais em um bebê com menos de 3 meses deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Isso vale inclusive quando o bebê:

  • continua mamando;
  • parece disposto;
  • não está chorando;
  • não apresenta tosse ou coriza;
  • teve apenas uma medida de 38°C.

Bebês muito pequenos podem apresentar infecções potencialmente importantes com poucos sinais clínicos no início.

Por isso, nessa faixa etária, não é adequado usar apenas a aparência da criança ou esperar a febre ficar mais alta para decidir procurar atendimento.

A avaliação de lactentes febris pequenos segue protocolos específicos e pode variar de acordo com a idade exata, condições do nascimento, exame físico e outros fatores clínicos.

E depois dos 3 meses?

Depois dos primeiros meses de vida, o valor da temperatura isoladamente passa a ter menos importância.

Entre 3 e 6 meses, temperaturas de 39°C ou mais merecem atenção maior.

Mas isso não significa que toda criança maior de 6 meses com 39°C ou 40°C esteja gravemente doente.

Da mesma forma, uma criança com temperatura não tão elevada pode precisar de atendimento se apresentar sinais preocupantes.

É aqui que precisamos tirar um pouco o foco do termômetro e olhar para a criança.

Mais importante que o número: como está o bebê?

Quando seu bebê estiver com febre, observe algumas coisas.

Ele continua interagindo?

Depois que o desconforto melhora, a criança volta a olhar para você, brincar ou responder normalmente?

Uma criança que permanece muito sonolenta, pouco responsiva, extremamente irritada ou “molinha” merece avaliação.

Está mamando ou aceitando líquidos?

Durante uma doença é comum o apetite diminuir.

O problema é quando há recusa persistente de líquidos ou mamadas, principalmente acompanhada de redução da quantidade de urina.

Como está a respiração?

Observe o bebê quando ele estiver mais tranquilo.

Respiração muito rápida, esforço para respirar, afundamento entre ou abaixo das costelas, gemência ou alteração da coloração dos lábios são sinais de alerta.

Está urinando?

Menos fraldas molhadas que o habitual, boca seca, ausência de lágrimas e piora do estado geral podem sugerir desidratação.

Quais sinais de alerta em um bebê com febre?

Independentemente da temperatura, procure avaliação com maior rapidez quando a febre estiver acompanhada de:

  • dificuldade para respirar;
  • bebê muito sonolento ou difícil de despertar;
  • pouca resposta aos estímulos;
  • irritabilidade intensa ou choro persistente;
  • recusa importante das mamadas ou líquidos;
  • sinais de desidratação ou redução importante da urina;
  • convulsão;
  • rigidez no pescoço;
  • fontanela abaulada;
  • manchas arroxeadas ou avermelhadas na pele que não desaparecem quando pressionadas;
  • vômitos persistentes;
  • alteração importante da coloração da pele ou dos lábios;
  • piora significativa do estado geral.

Além disso, qualquer febre de 38°C ou mais em menores de 3 meses merece avaliação.

“Mas a febre chegou a 40°C. Isso não é perigoso?”

Esse é um dos maiores medos dos pais.

Depois dos primeiros meses de vida, a altura da febre, sozinha, não determina a gravidade da doença.

Uma infecção viral pode provocar febre alta. Ao mesmo tempo, algumas doenças importantes podem começar com temperaturas menos elevadas.

Por isso, não devemos avaliar a gravidade apenas perguntando:

“Quanto deu a febre?”

Também precisamos saber:

“Como essa criança está?”

Preciso baixar a febre imediatamente?

Nem sempre.

O tratamento da febre tem como principal objetivo melhorar o conforto da criança, e não atingir uma temperatura específica.

Se a criança está desconfortável, dolorida ou muito irritada, um antitérmico adequado à idade e ao peso pode ser utilizado conforme orientação médica.

Evite transformar a temperatura em uma disputa com o termômetro, medindo repetidamente ou administrando medicamentos apenas porque o número não voltou ao normal.

Também não é recomendado alternar antitérmicos rotineiramente por conta própria.

Banho frio ajuda a baixar a febre?

Banhos frios, álcool na pele e outras medidas agressivas para resfriar a criança não são recomendados.

Além de causarem desconforto, podem provocar tremores e tornar aquele momento ainda mais desagradável.

Prefira roupas leves, ambiente confortável e boa oferta de líquidos ou mamadas.

Se o antitérmico baixou a febre, significa que não é nada grave?

Não.

A resposta ao antitérmico não é um teste para diferenciar uma infecção simples de uma doença mais importante.

Da mesma forma, a febre voltar depois que o efeito da medicação passa não significa necessariamente que houve piora.

Observe principalmente o estado geral e os demais sintomas.

E quando a febre não tem nenhum outro sintoma?

É possível que uma criança apresente febre sem tosse, coriza, diarreia ou outro foco evidente.

Nessas situações, a idade e o exame clínico são especialmente importantes.

Em bebês pequenos, por exemplo, uma infecção urinária pode se manifestar apenas com febre.

Isso não significa que toda criança com febre precise realizar exames. A necessidade de investigação depende da idade, do exame físico, do tempo de evolução e de outros fatores de risco.

Quanto tempo posso observar uma febre?

Não existe um número de horas que funcione para todas as crianças.

A duração da febre, isoladamente, não define se a doença é grave.

O que importa é acompanhar a evolução.

Uma criança que inicialmente estava bem e começa a apresentar piora do estado geral precisa ser reavaliada, mesmo que esteja apenas no primeiro ou segundo dia de febre.

Febre persistindo por 5 dias ou mais também merece avaliação médica, mesmo quando a criança não apresenta sinais de alarme.

O que observar em casa?

Se a criança tem idade suficiente para observação domiciliar e não apresenta sinais de alerta, acompanhe principalmente:

  • comportamento;
  • aceitação de líquidos ou mamadas;
  • quantidade de urina;
  • respiração;
  • aparecimento de novos sintomas;
  • duração da febre;
  • evolução do estado geral.

Anotar os horários das temperaturas e dos medicamentos administrados também pode ajudar bastante durante uma avaliação pediátrica.

Quando procurar atendimento imediatamente?

Uma forma simples de guardar é:

Menos de 3 meses + 38°C ou mais = precisa ser avaliado.

Nas demais idades, procure atendimento rapidamente se houver alteração importante do estado geral, dificuldade respiratória, sinais de desidratação, alteração de consciência, convulsão, manchas suspeitas na pele ou qualquer outro sinal de alarme.

Quando esses sinais não estão presentes, muitas situações podem ser avaliadas de maneira programada pelo pediatra, dependendo da idade e da evolução.

Não trate apenas o termômetro

Quando um bebê apresenta febre, é natural ficar preocupado.

Mas olhar repetidamente para o termômetro nem sempre ajuda a entender o que está acontecendo.

A pergunta mais útil não é apenas:

“Quanto está a temperatura?”

Pergunte também:

“Como meu bebê está?”

Essa mudança de olhar ajuda a diferenciar situações que podem ser acompanhadas daquelas que precisam de avaliação mais rápida.

Se o bebê apresentar febre e você estiver em dúvida sobre a necessidade de avaliação, a consulta pediátrica permite considerar a idade, o exame físico, o estado de hidratação e os sintomas associados para definir a melhor conduta.

Perguntas frequentes sobre febre em bebê

37,5°C é febre em bebê?

A interpretação depende do método e local de medição, além do contexto clínico. Uma medida isolada discretamente elevada não deve ser interpretada da mesma maneira que uma temperatura de 38°C ou mais em um lactente pequeno.

Bebê de 1 mês com 38°C precisa ir ao médico?

Sim. Bebês menores de 3 meses com temperatura de 38°C ou mais fazem parte de um grupo que necessita avaliação médica, mesmo quando aparentemente estão bem.

Bebê de 2 meses com febre pode esperar até o dia seguinte?

Não é uma situação adequada para simplesmente aguardar até o dia seguinte sem avaliação. Nessa faixa etária, temperatura de 38°C ou mais deve ser avaliada.

Nascer dente causa febre alta?

A erupção dentária pode coincidir com irritabilidade e pequenas alterações de temperatura, mas febre verdadeira, especialmente febre alta, não deve ser automaticamente atribuída ao nascimento dos dentes. Outras causas precisam ser consideradas.

Preciso acordar meu filho para dar antitérmico?

Em uma criança maior, clinicamente estável e dormindo confortavelmente, o objetivo do antitérmico não é normalizar o termômetro a qualquer custo. A indicação e o intervalo do medicamento devem respeitar a idade, o peso e a orientação recebida.

Toda febre precisa de exame de sangue?

Não. A necessidade de exames depende principalmente da idade, história clínica, exame físico, estado geral e suspeita diagnóstica. Bebês muito pequenos constituem uma situação diferente e podem necessitar investigação específica.

Sobre a autora

Dra. Bianca Caluf Negrão
Médica pediatra

Atendimento pediátrico particular em Belém do Pará e acompanhamento por telemedicina.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui uma avaliação individual, especialmente diante dos sinais de alerta descritos acima.

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